"Narrativas que se cruzam num ponto de virada" Prefácio Os filmes, os livros e os contos se encerram no último frame, na última linha, no último ponto. Mas, as histórias nunca acabam. São sempre maiores do que as obras que as lançam no...
more"Narrativas que se cruzam num ponto de virada"
Prefácio
Os filmes, os livros e os contos se encerram no último frame, na última linha, no último ponto. Mas, as histórias nunca acabam. São sempre maiores do que as obras que as lançam no universo do leitor, epectador ou interlocutor. Se perpetuam nas intertextualidades, nas mentes, nas novas criações, nas suas extensões, nas experiências vivas; elas evoluem - movimentos contínuos em ciclos espiralados.
Como num seriado de diversos episódios, personagens vão, personagens chegam, fazem, desfazem, outros reagem, forças externas a eles podem intervir nas suas condutas e assim por diante; outros novos movimentos simultâneos e as reverberações de experiências passadas vão constituindo essa grande massa viva, as histórias dos roteiristas, as histórias que eles criam e as que eles vivem.
Nesse emaranhado de histórias expandidas nos Seminários Histórias de Roteiristas e nos livros resultantes desses encontros e, extamente no ano de 2016, as duas associações de classe de roteiristas, a AR* (fundada em 2000) e a AC** (fundada em 2006), firmaram sua fusão
"... uma ótima notícia para todos os membros das duas entidades, uma vez que poderemos nos unir nas lutas que interessam à todos os que trabalham com criação e roteiro" (site ARTV).
Nasce a ABRA***!
2016, então, é um ano marco, é um ponto de virada das histórias protagonizadas, até então, pelas duas associações. Dois arcos que se encontram para, não sem conflitos, porque sem eles não há histórias, contarem mais histórias.
O que nunca foi rivalidade entre os dois grupos de roteiristas concretizará mais um dos episódios das histórias dos nossos (brasileiros) roteiristas. Episódio que evidencia a múltipla capacidade do "ser-escritor" diante do espectador e/ou interlocutor.
Este livro homenageia a nova associação! E que mais roteiristas e talentos estejam ativos...
Quem é que disse que não há bons roteiristas no Brasil? Só na ABRA, existe trezentos e cinquenta e dois deles...
Gláucia Davino