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Esse trabalho consolida-se como uma possibilidade de ensaio e aproximação entre o que é apontado tanto nos estudos culturais britânicos quanto no que é entendido como uma política pós-identitária queer. A partir desses dois pontos... more
Esse trabalho consolida-se como uma possibilidade de ensaio e aproximação entre o que é apontado tanto nos estudos culturais britânicos quanto no que é entendido como uma política pós-identitária queer. A partir desses dois pontos dissonantes propomos uma aproximação entre os conceitos, suas aplicabilidades e formas de vivência material a partir dos seus próprios corpos e dos corpos dos sujeitos que eles descrevem. Nesse sentido, discute-se as relações de representação desses sujeitos ante a um sistema cultural, entendido a partir dos estudos culturais, como um conjunto de práticas e formas de ação. O que se conclui é que é preciso perceber esses sujeitos a partir dos seus próprios termos, das suas próprias imagens e forças de ação ante aos espaços de fala e de ação em que eles estão inseridos. PALAVRAS-CHAVE: Queer, representações, imagens, estudos culturais Introdução A luta da militância gay por uma imagem homossexual sadia é constante. Vê-se desde 1970 o crescimento expressivo dessa luta, impulsionado, dentre outros fatores, pelo crescente espaço conseguido por esses indivíduos para criar e enunciar discursos no 1 Trabalho apresentado no GP Teorias da Comunicação, XIX Encontro dos Grupos de Pesquisas em Comunicação, evento componente do 42º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. 2 Doutorando em Comunicação e Mídia (FIC/UFG), mestre em Comunicação e Mídia pela mesma instituição.
O desenvolvimento acelerado das tecnologias da informação traz mudanças profundas na sociedade contemporânea, que é marcada pela interconectividade entre pessoas, dispositivos e dados proporcionada pela internet. Considerando a relevância... more
O desenvolvimento acelerado das tecnologias da informação traz mudanças profundas na sociedade contemporânea, que é marcada pela interconectividade entre pessoas, dispositivos e dados proporcionada pela internet. Considerando a relevância da análise das interfaces entre esta área e Comunicação Pública, estudamos e aproximamos os conceitos, tomando como recorte o aplicativo “Meu DigiSUS”, do Ministério da Saúde. Na pesquisa, de cunho qualitativo de tipo exploratória, embasamos a discussão teórica por meio de pesquisa documental e bibliográfica. Após a análise do aplicativo, percebemos que o mesmo pode significar uma nova forma de acesso à cidadania, corroborando de maneira ainda limitada para a comunicação pública, pois exclui uma parcela da população de seu processo e (ainda) não conta com um ambiente de diálogo com os seus usuários
Atualmente despontam em plataformas de comunicação personagens que fogem aos padrões heteronormativos, a música e a Internet têm sido espaços em que esses personagens têm surgido. No Brasil, Liniker, Rico Dalasam e a banda As Bahias e a... more
Atualmente despontam em plataformas de comunicação personagens que fogem aos padrões heteronormativos, a música e a Internet têm sido espaços em que esses personagens têm surgido. No Brasil, Liniker, Rico Dalasam e a banda As Bahias e a Cozinha Mineira se apresentam na contramão do que é convencionado e comum nessas plataformas. Estudar esses expoentes da cultura, que (des) constroem por meio da música, conceitos identitários, de gênero e da sexualidade, é a proposta que apresentamos. Palavras-chave: Cultura, Identidade e queer. Abstract: Actually already arisen on multiple media platforms, characters that fleeing from the heteronormativity standards. The music and internet is just a few of those spaces which some them has appears. In Brazil, Liniker, Rico Dalasam and the group "As Bahias e a Cozinha Mineira", which pronounces a different course of settle and common in those platforms. Study such kind of leaders of this culture, which construct and rectify through music, identify constructions of gender and sexuality, is the proposed is aimed at. Introdução Após os movimentos sociais e a proliferação de informações na internet no final do século XX e início do século XXI, há uma crescente no surgimento (e aceitação) de personagens ex-cêntricos 3 em plataformas e grandes veículos de comunicação, sejam elas online ou offline. 1 Partes desse artigo estão presentes na dissertação em desenvolvimento intitulada "Fizeram-me corpo, fiz-me heterotopia", muito embora os trabalhos tenham objetos de análises diferentes. Ex-cêntricos no sentido de fora do centro ou da normatividade, como uma abrasileirização do termo queer, que compõe uma teoria que transcorre sobre a pauta e reivindicações de indivíduos gays, lésbicas, transexuais, assexuados, transgêneros, transexuais, travetis, drag queens, crossdressers e toda a gama de atores sexuais que
"Narrativas que se cruzam num ponto de virada" Prefácio Os filmes, os livros e os contos se encerram no último frame, na última linha, no último ponto. Mas, as histórias nunca acabam. São sempre maiores do que as obras que as lançam no... more
"Narrativas que se cruzam num ponto de virada"
Prefácio
Os filmes, os livros e os contos se encerram no último frame, na última linha, no último ponto. Mas, as histórias nunca acabam. São sempre maiores do que as obras que as lançam no universo do leitor, epectador ou interlocutor. Se perpetuam nas intertextualidades, nas mentes, nas novas criações, nas suas extensões, nas experiências vivas; elas evoluem - movimentos contínuos em ciclos espiralados.
Como num seriado de diversos episódios, personagens vão, personagens chegam, fazem, desfazem, outros reagem, forças externas a eles podem intervir nas suas condutas e assim por diante; outros novos movimentos simultâneos e as reverberações de experiências passadas vão constituindo essa grande massa viva, as histórias dos roteiristas, as histórias que eles criam e as que eles vivem.
Nesse emaranhado de histórias expandidas nos Seminários Histórias de Roteiristas e nos livros resultantes desses encontros e, extamente no ano de 2016, as duas associações de classe de roteiristas, a AR* (fundada em 2000) e a AC** (fundada em 2006), firmaram sua fusão
"... uma ótima notícia para todos os membros das duas entidades, uma vez que poderemos nos unir nas lutas que interessam à todos os que trabalham com criação e roteiro" (site ARTV).
Nasce a ABRA***!
2016, então, é um ano marco, é um ponto de virada das histórias protagonizadas, até então, pelas duas associações. Dois arcos que se encontram para, não sem conflitos, porque sem eles não há histórias, contarem mais histórias.
O que nunca foi rivalidade entre os dois grupos de roteiristas concretizará mais um dos episódios das histórias dos nossos (brasileiros) roteiristas. Episódio que evidencia a múltipla capacidade do "ser-escritor" diante do espectador e/ou interlocutor.
Este livro homenageia a nova associação! E que mais roteiristas e talentos estejam ativos...
Quem é que disse que não há bons roteiristas no Brasil? Só na ABRA, existe trezentos e cinquenta e dois deles...
Gláucia Davino